
É um prazer muito grande ter uma foto tão linda aqui e principalmente de uma amiga mais linda ainda, companheira de muitas viagens, de muitas histórias.
Lembro-me de uma viagem especial que ganhamos, foi o lugar mais lindo que estive em toda a minha vida.
Sorteio, ela estava do meu lado, eram duas vagas apenas, eu disse para ela “vou ganhar e vamos juntas”, e meu nome foi pronunciado, foi tanta animação, mas o segundo nome era de outra pessoa e ai foi um desanimo, mas por obra do destino, ou porque sou muito chata e a outra pessoa não quis ir comigo, passou para ela e fomos juntas, sensacional!:)
Minha primeira viagem de carro ela estava lá, nem dirigia ainda, mas o apoio foi grande, que aventura e falta de juízo.
Foram muitos quilômetros e serra em uma tensão danada, eu achando que dirigia, ela achando que eu dirigia e apenas nossa outra amiga passando mal no carro de tanto susto. E começa nessa viagem a perseguição que os policias tem com a Patsy. Fui parada na estrada pela policia rodoviária. Nessa epóca ainda não sabia que iria virar uma rotina.
Desço do carro sem nem saber o que fazer e o policial pergunta minha idade e pede os documentos, eu peço a minha bolsa e quando eu abro um “pacotão” de absorvente, “modes” mesmo, bem grande enfiado pela minha mãe, claro, bem em cima da bolsa, impossível pegar a carteira, retiro o “pacotão” e passo para as mãos do policial e ele segura, faz cara de bravo e joga de volta pra mim e a Patsy com aquela cara “ ah me desculpe seu guarda”, que horror, risadas dentro do carro, e eu pensando que a viagem teria acabado ali, documento e carteira de motorista corretos e seguimos estrada!
E foram muitas viagens, nem todas tão agradáveis e cheias de aventura, tivemos viagens em casa mal assombrada, viagens que passamos muito frio, que não tínhamos lugar para dormir, que faltou água, tivemos viagem que faltou luz, que faltou carona, tivemos viagem que eu enlouqueci e quis voltar sem motivo nenhum com uma sensação estranha e depois de sair com as malas prontas ela veio logo atrás dizendo que não me deixaria ir sozinha, e lembro-me de sua companhia e do meu desespero quando cheguei em casa e todos estavam no velório da minha avó, e eu por algum motivo sem explicação ou sexto sentido voltei, e minha amiga estava lá comigo, mesmo voltando de ônibus em uma rodoviária qualquer.
E tivemos longas viagens de metrô, essas foram muitas mesmo, porque sempre moramos longe. Fizemos até uma viagem de mudança para o Broonks, na caminhonete chevrolet 59 do meu pai. E também fomos esquiar no plástico. Cada coisa, e muitas viagens na maionese, essas sim, sempre partiram da minha criatividade sem limite.
E teremos muito mais outras viagens, muito mais com certeza e agora pelo olhar dela, e que olhar através da Canon!
