Horário do almoço. Um ar parado.Um silencio, cortado por outro vôo que chega ou sai.
O restaurante vazio, sem fila, sem emoção, as pessoas com olhares longes.
Fitinhas pretas na roupa em forma de demonstrar luto.
Todos chocados, todos pensando que poderiam ser eles, porque trabalhamos tão perto.
O cheiro no ar pela manhã era sufocante, um cheiro que não ia embora.
A tristeza é geral. As pessoas se acumulam para ver os destroços. Eu não fui, e não irei. A coragem me falta, e não vejo necessidade de ver mais nada. Ontem eu estava em Congonhas. Ontem eu me senti inútil. Ontem poderia ter sido apenas ontem, e o amanhã acabaria ali.

Pat, q loucura… realmente difícil expressar qualquer sentimento. Vc tão perto… cuidado, amiga!